domingo, 26 de dezembro de 2010

Ai que bom!... Salvei as minhas fotos!

Na "entrada" anterior queixei-me de que a partir de certa altura deixei de ter acesso ao cartãozão que tenho utilizado na máquina fotográfica grande. Quanto julgava tudo perdido uma alma caridosa veio em meu auxílio... :-)
Ela sugeriu-me a utilização de um programa de recuperação de dados de diversa natureza (documentos, imagens, etc) que é gratuito e se instala facilmente. Um ovo de Colombo do tipo "bom, bonito e barato"!... Trata-se do http://www.recuva.com/ . Foi ele que conseguiu entrar no cartão e sacar de lá a maior parte das fotos que eu julgava perdidas para sempre, nomeadamente duas de que eu gosto particularmente: uma com três paquetes de cruzeiros quase em fila no porto de Lisboa e outra com uma perspectiva diferente da estátua do Cristo Rei, em Almada.



Espectáculo! Maravilha! Fiquei mesmo "sast'feito"!... Principalmente por ter recuperado a última foto que acho genial! Ah! Ah! Ah!.
A outra gosto dela pelo facto de documentar uma situação interessante e muito pouco vulgar, se é que repetível.

Mas há mais novidades :-)
Outro amigo ajudou-me a perceber o que se passou: eu uso normalmente o cartão com a minha máquina Canon e, ignorante nestas coisas, trouxe o cartão e passei a usá-lo com uma Nikon. Resultado: esta foi "engolindo" a partilha do espaço com fotos da Canon mas a certa altura deve ter pensado que eu já estava a abusar de a fazer partilhar a mesma "cama" com as outras e pôs os pés à parede e zás: fez greve!...
Agora já sei: quando mudar de máquina, para evitar promiscuidade entre fotos, tenho de formatar o cartão... É que eles "fazem-se" à "cama" a que estão habituados e depois estranham quando mudam de hotel...
Por isso, depois de tirar de lá todas as fotos que não tinha ainda guardado no computador, formatei o cartãozão e agora tenho novamente 8GB disponíveis...
Uf! Que susto, caramba! Porque não nascemos ensinados com estas coisas triviais? Devia vir tudo num chip... Aqui fica a sugestão a Quem de direito...

PS - um obrigadozão à "levezinha" que me ajudou! :-)

sábado, 25 de dezembro de 2010

Que dia!...

Pois é: dia 24, ontem, foi um dia "daqueles"!...
Comecei por acordar às 4 da matina e não me ter apetecido dormir mais apesar de só ter dormido cerca de 2h!... Bem... A verdade verdadinha é que vim espreitar o http://www.localizatodo.com/ e vi que a "Sagres" já estava a entrar na barra de Lisboa... E embora tivesse sido divulgado um horário aproximado da sua chegada que "atirava" a sua passagem frente a Belém para cerca das 10h da manhã, não fiquei descansado... :-)
Assim, fui com o "Brutus" (o 'rotwailerzinho' do meu filho mais novo e que dormira em minha casa...) à rua e às 6 da manhã estava na estrada a caminho de Porto Brandão, perto de Almada, que tinha pensado ser um dos primeiros pontos de observação da "Sagres" a caminho do Alfeite; o segundo seria o monumento ao Cristo Rei, em Almada e o terceiro Cacilhas. Daí (Cristo Rei) podia vê-la aproximar-se, passar debaixo da ponte "25 de Abril" e depois rumar ao Terreiro do Paço e ao Alfeite.

Primeiro contratempo: como de noite todos os gatos são pardos, não tenho GPS e o caminho está mal assinalado, não encontrei o caminho para Porto Brandão e perdi-me... Desisti de o encontrar e pensei ir para a Trafaria pois já estava perto,. Só que me perdi-me mais uma vez e quando dei por mim estava a entrar na Banática... Claro que me fizeram votar para trás pois se trata de instalações privadas de armazenamento de petróleo e gás...
Chateado, decidi voltar a tentar chegar a Porto Brandão e voltei para trás... Andei por ali às voltas e voltinhas e mas consegui chegar ao Porto Brandão... para rapidamente concluir que não era o local ideal para o que queria. E como o "intestinorum" estava a dar sinal de vida, arranquei em direcção a Almada onde, já cerca das 7h da manhã, seria mais fácil encontrar um café aberto... e um WC "aconchegante"... :-)
E lá fui eu... E encontrei um "bom retiro"... Uf! Que alívio!... :-)

E com isto chegaram as 7h30-7h45m. Fui ao Cristo Rei e constatei que o recinto só abre às 9h30m! Que disparate! Para não andar para a frente e para trás decidi explorar uma estrada que descobri e que contorna o parque do CR. Face ao sinal de que não tinha saída, pensei que fosse um "beco (curto) sem saída". Qual quê!... a estrada, em más condições numa parte dela, desce o morro do Cristo Rei e parei num local mesmo por baixo do monumento propriamente dito.
Dali comecei a "disparar" a Nikon com uma teleobjectiva de 70-300 para apanhar o "Independence of the Seas", atracado na Gare Marítima de Alcântara. Lindo e graaaaande!

"Independence of the Seas" atracado em Alcântara

Do mesmo local tirei várias fotos de dois outros paquetes que entraram no Tejo cerca das 8h de 24 de Dezembro: o "Artemis" e o "Balmoral".
Tirei também umas fotos espectaculares do próprio Cristo Rei e da ponte "25 de Abril". Coisas velhas de perspectivas novas!
E a "Sagres" a aproximar-se lentamente...
Quando ía tirar mais uma foto... nada! A máquina não obedeceu! E depois deu uma indicação de que não conseguia aceder ao cartão --- um "cartãozão", aliás: de 8 gigas! Com montes de fotos que eu não tinha ainda passado para o computador.
Como calculam fiquei "pior que estragado"! E não houve nada que eu fizesse que convencesse o raio da máquina a trabalhar! E ficou-se! Muito provavelmente o cartão está irrecuperável. Raios e coriscos!
Felizmente tinha levado também uma máquina "de algibeira" e passei a utiizá-la. As fotos que ilustram esta crónica são dela.

Entretanto vi que a estrada continuava a descer a encosta e decidi explorá-la. Fui parar a um pequeno largo onde está uma pequena construção, do tipo miradouro. Estava a poucos metros acima do leito do rio Tejo e com uma das mais belas vistas sobre Lisboa que tenho visto.

Mapa da estrada que margina o parque do Cristo Rei.
É a estrada que desce do CR até ao rio

Instalado no meu novo ponto de observação, por ali fiquei ouvindo música, tirando uma ou outra foto e notando o crescente número de pequenos veleiros que se dirigiam para juzante, nitiamente ao encontro da "Sagres" para a saudarem e acompanharem durante a parte final do seu percurso de regresso a "casa".

Foi daí que a vi passar frente à Torre de Belém e ao Monumento aos Descobrimentos, dois momentos que devem ter sido de especial significado para a guarnição da barca. Afinal também eles andaram por mares nunca dantes navegados... por eles.


Foi daí, também, que tirei uma foto com um enquadramento pouco vulgar da Ponte 25 de Abril tal como a foto da "Sagres" passando ao lado do "Independence of the Seas", num contraste interessante entre os velhos (os da barca) e os novos tempos (os do navio de cruzeiros, um dos maiores do mundo).
Tinha, simultaneamente, cumprido um dos meus objectivos: depois de ter tirado as minhas últimas fotos da "Sagres" em Dili a partir do Cristo Rei da capital de Timor Leste, acabava, tal como tinha prometido a mim próprio, de tirar as minhas primeiras fotos da barca a chegar a Portugal a partir do Cristo Rei de Lisboa/Almada.


Em cima, a "Sagres" fotografada do Cristo Rei de Almada/Lisboa;
em baixo, a barca com todo o pano içado fotografada a partir do Cristo Rei de Dili
e com a Igreja de Motael ao fundo, como que abençoando-a para o resto da viagem

Terminado o desfile da "princesa", fui ao Cristo Rei ter com o meu amigo o Cmte. Jorge Guerreiro, da Armada portuguesa, que conheci em Timor Leste. Aí convidou-me a acompanhá-lo na ida à Base Naval do Alfeite, onde iria ver a chegada e as manobras de atracagem da "Sagres". 'tá-se mesmo a ver qual foi a minha resposta... E lá fomos a caminho do Alfeite, que eu não visitava desde 31 de Dezembro de 1975, quando, então imediato da LDG (Lancha de Desembarque Grande) "Alabarda", passei à disponibilidade e dei por findo o meu serviço militar na Marinha.

Chegámos quase ao mesmo tempo do navio e pudemos assistir a todas as manobras, quer de aproximação ao cais quer de atracação propriamente dita.

 "Empurra-me com jeitinho que eu estou exausta e toda 'partida' da viagem..."

 O primeiro cabo foi passado a terra às 11h17m de 24DEZ10. A partir desse momento o navio deixa de estar completamente independente e a viagem é dada oficialmente como terminada.

A bela adormecida...
Depois de perambularmos (caramba! Hoje é dia de Natal e por isso saíu-me esta palavra cara...:-)  ) pelo cais de atracação durante algum tempo, estava na hora de partirmos não sem antes nos despedirmos do Cmte. Proença Mendes, o comandante da "Sagres" que eu tinha conhecido em Dili.


O Cmte. Jorge Guerreiro levou-me de volta ao meu carro, que tinha ficado no parque de estacionamento do Cristo Rei. Foi então, ao entrar nele, que um senhor me chamou a atenção para o facto de o pneu direito da frente... estar todo em baixo! Fiquei pior que estragado... Ainda por cima o recinto fecharia dentro de pouco tempo e a minha preocupação foi, mesmo antes de substituir o pneu, tirar o carro para a rua para não ficar com ele retido no parque. Foi o que fiz.
Já cá fora comecei a tentar mudar o pneu mas as porcas não obedeceram... Além disso o macaco é um bocado 'manhoso' e tive receio de fazer asneira da grossa... Acabei por pedir a ajuda do meu filho mais novo que, por acaso, ía a caminho de Lisboa para almoçar com amigos.
Depois de esperar um pouco ele chegou e em cerca de 10mins o problema estava resolvido e eu a caminho de casa pensando que assim que chegasse a Setúbal iria tentar comprar um par de "sapatos" novos para o carro (frente).
Foi o que fiz. Felizmente a 200m da minha casa há uma oficina de pneus ("borracheiro" na versão brasileira...) e pedi ao dono: "o senhor importa-se de me arranjar um par de sapatos para este menino?!...". E assim substituí os dois pneus da frente, já que ambos andavam a queixar-se há algum tempo...

O dia terminou com o jantar em casa de uns primos e com o regresso a casa e o habitual cerimonial de o meu filho mais velho distribuindo todas as prendas acumuladas junto da árvore de Natal... bem como das que estavam escondidas... :-)

Que dia!...

sábado, 18 de dezembro de 2010

Meu Deus!... Há quanto tempo!...

Pois é: 4-meses-4 de afastamento em Timor Leste com dificuldade de acesso à net em condições capazes deram este resultado: há quanto tempo eu não escrevo neste blogue?!...

Na verdade, muita água passou debaixo da ponte e nem sei por onde começar. Talvez por dois acontecimentos que me "marcaram" mais nos últimos tempos.

Por um lado, o facto de, inesperadamente, ter sido "convocado" pelo ISEG para dar aulas de "Economia da Ásia-Pacífico", que, em princípio, não funcionaria. O "problema" é que os alunos do mestrado reivindicaram o funcionamento da disciplina (optativa) com o argumento de que quando se inscreveram no curso tinham esta disciplina "debaixo de olho" e por isso achavam-se no direito de optarem por ela --- e por este digníssimo professor que sou eu :-). E assim fizeram. Claro que dadas as ciscunstâncias me disponibilizei para, apesar de estar com dispensa do serviço docente neste primeiro semestre do ano lectivo, dar as aulas da disciplina (em conjunto com 2 colegas) de que sou o responsável.
Resultado: no passado dia 13 dei a minha 2ª "última aula"... :-) Que terminou, portanto, às 22h30m de 13 de Dezembro de 2010... Vamos ver se é desta.

O segundo acontecimento recente que me marcou foi a partida de Timor Leste da minha (muitissíssimo...) amiga Lotte. Por ela nutro uma profunda admiração devido a diversos factores, o menor dos quais não é a forma como ela desempenhou as suas funções no país como responsável pelo programa que mais fez pela produção de materiais escolares para vários graus de ensino em Timor Leste. Uma mulher "nota 10" (na escala do seu país, o Brasil) sob o ponto de vista intelectual, de capacidade de trabalho (trabalhava o dobro das horas normais mas só recebia um salário... :-) ) e de afabilidade no trato, sempre nos entedemos às mil maravilhas tendo conversas de horas sobre temas de interesse comum, normalmente relacionados com Timor Leste. Mas não só! Ficaram "famosas" entre nós as nossas incursões nos locais onde, em Dili, se vendiam "tais", fosse no mercado dos mesmos, fosse em feiras e exposições. "Ambos os dois" somos "perdidos" por estas peças do artesanato timorense e qualquer de nós tem uma colecção respeitável dos mesmos.
A Lotte é dos "malais" que melhor conhece o território de Timor Leste. São incontáveis as vezes que andou por montes e vales do país, indo aos sítios mais reconditos para visitar escolas isoladas e dormindo, por vezes, em locais que nem vale a pena descrever. Isto para não falar nos dias que passou fome por não haver nada de comer... Ou o pouco que havia não dava para encher o buraco de um dente.
Ao fim de 5 anos e meio resolveu aceitar uma posição na sede da ONG em que trabalhava em Timor Leste, situada nos Estados Unidos. Apesar de eu a ter "proibido" um número incontável de vezes de deixar a sua obra em Timor Leste (e me deixar sem parceira de belíssimos bate-papos!), acabou mesmo por pegar em armas e bagagens e lá foi para Atlanta. Boa sorte. Felicidades! Havemos de nos encontrar nessas esquinas do mundo! Combinado?!... :-)

sábado, 10 de julho de 2010

Mensagem de despedida aos meus alunos deste ano

Mensagem de despedida que enviei aos meus alunos:

"Chegado ao fim mais um ano lectivo, que no meu caso corresponde ao meu último como docente do ISEG por me ir reformar ao fim de quase 40 anos de docente da "casa", quero aproveitar esta oportunidade para vos desejar felicidades pessoais (principalmente) e profissionais (também, pois claro).

Quando os vossos colegas de outros anos me pediam para escrever uma dedicatória nas suas fitas de finalistas, escrevia invariavelmente o mesmo que vou "escrever" agora nas vossas: "E principalmente não se esqueçam de que a Economia foi feita para o Homem e não o Homem para a Economia". Ele e o seu bem-estar são e deverão ser sempre a "medida" de todas as coisas...

... e façam o favor de serem felizes!

Até qualquer dia, algures por esse mundo fora!

Um abraço do

António M. de Almeida Serra"

sexta-feira, 9 de julho de 2010

8 de Julho de 2010, 23h23m

Esta foi a data/hora em que terminei de lançar as notas da disciplina de Macroeconomia II do ISEG, de que fui o responsável este ano.

Com este acto terminei o meu serviço este ano e como ele foi, espero, o meu último ano como docente do ISEG, o lançamento das notas foi também o meu último acto como docente da que foi (e vai continuar a ser...) a minha segunda casa durante quase 40 anos.

Não estou ainda reformado --- isso será só lá para algures durante o primeiro trimestre de 2011 --- mas como acumulei horas de docência a mais durante os últimos anos, pedi dispensa de dar aulas no primeiro semestre lectivo do próximo ano lectivo.

Angústia existencial neste momento do tipo da angústia do guarda-redes antes do penalti? Nenhuma. Pelo menos por enquanto. Tenho tanta coisa para fazer, nomeadamente na área da investigação sobre as economias asiáticas --- particularmente sobre Timor --- e dos meus hobbies --- fotografia, genealogia, escrita --- que dificilmente terei tempo para me aborrecer ou sentir a falta do contacto directo com os alunos.

Na verdade, a obrigação de fazer avaliações --- "paletes" delas!... ---, coisa que sempre detestei, foi-se tornando cada vez mais penosa ao longo do tempo e nos últimos anos ainda mais. Nem que seja só por isso, bendigo este momento e o acabar as minhas actividades docentes...

Quanto ao dar as aulas propriamente ditas, ao contacto com os alunos, claro que vou sentir a falta mas há outras maneiras de matar o vício de ensinar e de satisfazer o genes (afinal eu faço parte da terceira geração de professores na família): dar umas conferências, dar aulas na Universidade da Terceira idade, fazer palestras aqui e acoli.
Ainda sobre este aspecto, confesso que os últimos anos foram de algum "esmorecimento" do gosto que sempre tive nesse contacto, "esmorecimento" esse, no entanto, que sei que não se reflectiu na qualidade do meu trabalho docente, nomeadamente o algum "teatro" que sempre usei.
Só que os alunos de hoje não são como os de ontem... Ou melhor: há hoje nas Universidades --- e propositadamente escrevo a palavra com um "U" grande... --- demasiados alunos que não deviam estar lá... Não por falta de capacidades intelectuais mas sim por falta de verdadeiro interesse no que estão a fazer só porque os pais pagam as propinas e não há empregos alternativos... E bastam estes (talvez 10% ou menos) para estragar tudo, nomeadamente através da permanente conversa nas salas de aula. Estas, para eles, são alternativas aos cafés, nomeadamente no início dos semestres... Felizmente que depois se cansam de serem incomodados na sua conversa por aquele "chato" (o docente) que nunca se cala e está sempre a interromper a conversa pregando-lhes sermões sobre o facto de estarem a prejudicar os colegas que pretendem, de facto, aprender alguma coisa...

Ficam duas outras tarefas da actividade docente: a preparação das aulas e a investigação. Mas afinal não são elas simplesmente duas modalidades da mesma actividade, a procura incessante de novos conhecimentos, a "bisbilhotice" científica? Ah, mas essa não vai parar, não!.. Vou, até, passar agora a ter mais tempo para ela, que para mim era simultaneamente uma necessidade profissional e um hobby! Que bom poder juntar as duas coisas!... E eu tive a felicidade de as juntar.

Por fim mas não por último, ficarei com mais tempo livre para fazer outras actividades profissionais, nomeadamente alguma consultoria. Foram várias as vezes que, ao longos dos anos, tive de recusar convites para actividades deste tipo que, se aceites, me teriam levado, além de Timor, a São Tomé e a Moçambique, pelo menos.
Esta é uma actividade de que gost também e que sempre vi como um complemento da actividade docente e de investigação.
De facto, sempre fui mais um homem da "prática" do que da "teoria". Assim, como ensinar economia africana sem ter posto os pés em África, como ensinar economia asiática sem andar com as "mãos na massa"?
Uma das fraquezas do sistema de ensino universitário em Portugal é de haver menos pessoas que o desejável com experiência de terreno a ensinar. Há muitas áreas em que o ensino acaba por ser excessivamente livresco, sem o "sal" da "ciência de experiência feita", dessa experiência que o Duarte dizia ser a "madre de todalas cousas"...

PS - não digo os apelidos dele para não julgarem que me refiro a um conhecido político e comentarista televisivo do PSD mas que também já foi a alma mater do Partido Comunista de Portugal - Marxista-Leninista (PCP-ML)

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Última actividade presencial: uma vigilância de exame

Pois é: devagarinho vou-me libertando dos vários afazeres que exigem a minha presença no ISEG.
Hoje, às 14h41m do dia 30 de Junho do ano da Graça do Senhor de 2010, dei por terminada a vigilância --- pois é: também fazemos de polícias de vez em quando... --- de um exame da época de recurso no ISEG, no caso a disciplina de "Economia e Finanças Públicas".

Agora "só" falta a conclusão da correcção dos exames de segunda época das minhas próprias disciplinas: "Macroeconomia II" (macroeconomia do crescimento), da licenciatura em Economia, e "Políticas Económicas e Sociais de Desenvolvimento" (PESD), do Mestrado em Desenvolvimento e Cooperação Internacional. Espero "fechar as portas" no final da próxima semana.

Como foi o último exame por mim "controlado", o exame de PESD teve uma variante especial pois fiz uma "malandrice" que tinha em mente há muito: dar como enunciado do exame da segunda época exactamente o mesmo do da primeira... Veremos como se safaram os alunos já que normalmente há raciocínios do tipo "isto já saíu e por isso já não sai...". Saíu!

Entretanto continuo com a saga da escrita do meu novo blogue: "ISEG et ses environs", onde retrato o próprio Instituto mas também os seus arredores. Estou farto de aprender... Ora vejam-no aqui, sff: http://iseg-quelhas.blogspot.com.
Depois digam o que acham dele... SFF!

domingo, 13 de junho de 2010

Ai que perguicite aguda!...

Pois é... Não sei o que se passa mas tenho andado com uma perguicite!... Mas o curioso é que é uma perguicite "localizada"... :-) Na correcção de pontos de exames e no preenchimento do IRS...
Nos primeiros, já consegui despachar os de uma turma: a da licenciatura. É uma parte de "respostas múltiplas", mais fácil de corrigir depois de construída a respectiva grelha de correcção.
Faltam, porém, uma tese de mestrado e as provas (escritas) da turma de mestrado.
Razão desta perguicite? Nem sei ao certo mas talvez a "ressaca" do período de aulas e o facto de estar no "limbo" antes de terminar as actividades lectivas oficiais no ISEG --- per omnia secula seculorum... O velho "nunca mais chega ao fim!..."

Quanto ao IRS, já consegui separar os papéis todos... Uf! Agora (hoje...) é somar o que há a somar (facturas --- muuuiiiitaaaaasss --- da farmácia e de consultas) e "despois" "botar" tudo na internet. Mais outra chatice.... Brrrr!... O que vale é que é por uma "boa causa", já que normalmente tenho dinheiro a receber...

Outra causa desta perguicite aguda pode ser o facto de estar "em estágio" para rumar novamente a Timor para aí trabalhar mais 3 meses no banco central lá do sítio...
"Pensamento positivo" mas espero que este ano não me dêm os ataques de claustrofobia que tive 2 ou 3 vezes no voo de Londres para Hong Kong... São muitas horas: umas 12h!
O que vale é que depois é um "saltinho" (4h) de HKG para Bali e aqui ficarei 3 dias de papo para o ar e a dar umas voltas pela ilha antes de rumar a Dili.

Enfim: "há-de ir, patrão!...", na expressão usual de muitos moçambicanos...

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Última aula!

Pois é! E assim se passaram quase 40 anos a "palrar"... Sina de família... Avós professores, pais, idem, irmãos, para não variar, idem, idem, aspas, aspas, só podia dar nisto!... Deve ser algum gene... Mas qual?!...

O dia começou com uma das funções de um docente universitário: trabalho num projecto de investigação sobre a economia de Timor Leste, concretamente sobre as razões que aconselham a que, ao contrário dos conselhos de alguns "expertos" internacionais, Timor Leste continue, pelo menos no horizonte temporal previsível, a usar o dólar americano como moeda "nacional".

Depois, outra "face da moeda" da vida docente: uma última olhadela nos documentos de preparação das aulas do dia: uma aula prática de economia do crescimento (oficialmente "Macroeconomia II") e uma aula teórica da mesma disciplina, de que fui responsável este ano carregando a "pesada herança" de substituir um dos (justamente) mais conhecidos economistas da "casa": o João Ferreira do Amaral, que "arrumou as botas" no ano passado.
Tema das aulas: questões da influência da repartição do rendimento no processo de crescimento económico e a questão, que sempre deixa os alunos "presos" à aula, da sustentabilidade do sistema de segurança social em função da evolução previsível da estrutura da população (seu envelhecimento, com aumento mais que proporcional do número de pensionistas).
Finalmente, tomar uma decisão definitiva sobre a estrutura da última-das-últimas aulas: a de "Políticas Económicas e Sociais de Desenvolvimento" do Mestrado em Desenvolvimento e Cooperação Internacional da que foi a minha segunda casa em quase 62 anos de vida: o ISEG/UTL, onde entrei pela primeira vez a 26 de Outubro de 1967 para as minhas primeiras aulas como aluno (Tchiiii! Mais de 42 anos!...).
Comemorando-se (por causa da diferença horária) a data da que é considerada oficialmente a restauração da independência de Timor Leste e considerando a minha história pessoal de grande envolvimento com o país desde 1999, a resposta era fácil: uma aula sobre a situação económica do país. Mais concretamente e devido ao projecto de investigação que tenho vindo a desenvolver há algum tempo, a aula foi sobre as razões que aconselham, pelo menos por agora, a manutenção do dólar americano como a "moeda nacional" de Timor Leste.

Mas faltava uma componente do trabalho de um docente: o trabalho directo com um grupo de alunos para discutir o andamento de uma investigação que estão a fazer. Pois nem isso faltou ao meu último dia de aulas: às 14h tive uma reunião com um grupo que está a fazer uma investigação sobre... o Fundo Petrolífero de Timor Leste.

E finalmente as aulas: as quarta-feiras são, para mim, os dias mais "carregados" desde há alguns anos a esta parte. Este ano tenho "só" 5 horas de aulas seguidas (das 15 às 20h) mas já cheguei a dar... 7h30m de aulas! Em que, com interrupções pelo meio (claro, né?!...) dava aulas das 8 ou 10 da manhã às 8 da noite ou, mesmo, às 22h!

As aulas prática (2h) e teórica (1h) de "Macroeconomia II" decorreram com normalidade, dando os últimos pontos da matéria que havia para leccionar. No final das aulas a usual conversa de "balanço e perspectivas" com os alunos em que, quer pela minha parte quer da dos alunos, se considerou que as coisas tinham decorrido relativamente bem, com uma ou outra faceta a melhorar. E com os meus votos de "façam o favor de ser felizes!..." e a retribuição na mesma "moeda" da parte dos alunos.


E finalmente a última-das-últimas, já referida acima. Não resisti à tentação de a gravar em vídeo mas devido a "dificuldades técnicas" da montagem da máquina de filmar só hoje verifiquei que... a minha cabeça está cortada... Ou melhor: uma parte dela... Mas fica a recordação... Com imagem e som...
Tendo começado por sublinhas dois dos aspectos que considero mais essenciais num recentramento da política económica de desenvolvimento --- a saber dar uma maior ênfase às políticas de desenvolvimento rural e de desenvolvimento regional, em articulação entre si ---, introduzi depois o tema central que me propusera abordar: as razões para Timor Leste continuar a usar o dólar americano. Pelo menos no horizonte temporal previsível (i.e., pelos próximos 7-10 anos).
Quando terminei olhei para o relógio. Eram 19h25m de 19 de Maio de 2010...


Aqui fica para a posteridade o grupo de alunos que me acompanhou nessa última aula. Pelo menos oficialmente... O "bichinho" está cá metido e hei-de encontrar outras formas de "palrar" para outras plateias...




O dia terminou com uma saltada à festa da restauração da independência de Timor Leste organizada pela embaixada do país em Portugal e pela embaixadora Natália Carrascalão.

"O povo estava cheio de gente" e quase não cabia mais ninguém na sala do Palácio Foz, nos Restauradores, em Lisboa. Nunca lá tinha entrado e aproveitei para dar uma olhadela. Interessante.
Estas festas valem pelo seu significado --- desejar felicidades ao país e seu povo --- mas também pela oportunidade de reencontrar vários dos meus amigos também ligados a Timor, quer essa ligação seja antiga --- alguns nasceram lá, outrso fizeram lá o serviço militar e ficaram "agarrados" pelo país e pelos timorenses (e um ou outro pelAs timorenses...) --- ou mais recente, posterior a 1999.

Enfim, uma festa agradável e o convívio também. Mas depois de 5 horas de aulas e mais cerca de 2 horas em pé na recepção da embaixada estava "podre" e desejando descansar. As dores nas pernas já eram tantas que mal me consegui arrastar até ao carro, no parque de estacionamento dos Restauradores, tais eram as "guinadas" nos músculos...
Mas estava feliz!... Que dia!...

sábado, 8 de maio de 2010

O homem e o lobo!...

Esta noite sonhei!... Tal como acontece várias vezes, aliás... Só que não foi o sonho mais frequente (um desastre de avião...) mas sim com um lobo... e eu!
Então foi assim:
Estava eu à beira de uma pequena barragem (que raio! Do que eu me havia de "lembrar"!...), provavelmente à espera de uma cena qualquer para fotografar, quando vejo a menos de 100 metros de mim um lobo correndo na minha direcção. Era um lobo que se via estar faminto pois quase se viam as costelas, de tão magro que estava. Quase parecia o Rantanplan, o cão tinhoso e famélico dos terríveis e azarados irmãos Dalton...
Aliás, essa seria a causa de a corrida ser pouco mais que um trote e não, de maneira nenhuma, um galope. Para me abocanhar, pois então!
Mas o que é certo é que se atirou a mim e como eu, instintivamente, tinha posto o braço à frente para me defender, foi ao pulso que ele se agarrou. Porém, devido à sua falta de forças, não foi capaz de tentar estraçalhar o braço.
Aproveitando esse facto usei a mão livre para, apesar da dor --- não muito intensa ---, apertar as suas mandíbulas de modo a que ele não as pudesse usar para estraçalhar o braço ao memso tempo que lhe dificultava a respiração.
Objectivo conseguido! Ele começou a querer libertar-se daquela pressão que não o deixava morder mais e respirar. Ao mesmo tempo eu gritava-lhe: "Apanhei-te!" (não! Não acrescentei nenhm palavrão...)
Passados uns segundos disse-lhe com voz serena, como que para o acalmar: "Larga! Se me largares eu largo-te também! E cada um vai-se embora sem fazer mais mal ao outro. Combinado?!..".
Já ofegante devido ao esforço da corrida e ao facto de eu quase não o deixar respirar, ele abrandou a pressão das mandíbulas e fechou os olhos num assentimento. Estava selado o acordo...
Soltei-o e ele soltou-me. Ambos aliviados, vi-o virar-se e partir lentamente mas mal se tinha afastado uns 5-6 metros voltou-se novamente e começou a andar lentamente na minha direcção como que a preparar o salto para me atacar de novo.
A minha reacção foi imediata e disse-lhe, novamente com voz calma: "E o nosso acordo, pá?!... E o nosso acordo, pá?!...".
Isto foi o suficiente para ele parar e ficar a olhar para mim com cara (focinho?) de quem diz "Tens razão, pá!...". E ao "dizer" isto virou costas e foi embora.
Mais aiante ainda o vi cruzar-se com um casal de porcos com os seus 6 ou 7 filhos atrás(que imaginação fértil, a minha!... :-) ). Claro que o lobo tentou apanhar um dos leitões mas os pais viraram-se os contra ele e desancaram-no... Faminto, sem forças e provavelmente desmoralizado depois do encontro comigo, acabou por fugir e desapareceu.
Mas a história não acaba aqui.
Talvez por estar com roupa grossa e não ter deixado o lobo mover as mandíbulas, o certo é que eu não fiquei ferido em resultado do nosso "encontro imediato do 3º grau"! Por isso retomei calmamente o meu caminho e fui andando de nariz no ar a tentar "farejar" alguma cena para fotografar ou simplesmente aproveitando o sol e a temperatura amena do fim da tarde.
Eis senão quando, passado algum tempo e alguns quilómetros, reencontrei o lobo. E de novo ele correu para mim a fim de me atacar. Quando chegou perto para formular o salto gritei-lhe: "E o nosso acordo, pá?!... Não combinámos que cada um seguia o seu caminho sem chatear mais o outro?!..."
Tal como da primeira vez, a reacção do lobo foi parar e ficar paradão olhando para mim com olhos de carneiro mal morto como que dizendo: "Desculpa! tens razão!... Mas é que continuo com tanta fome que nem queiras saber!...".
Daqui em diante não me lembro bem dos contornos do sonho mas tenho uma vaga ideia de que fui a uma casa de comidas ali perto e comprei qualquer coisa para ele comer. Terá sido? Creio que sim porque lembro-me de termos ficado "amigos do peito"!...
E esta, hem?!... :-)

sábado, 27 de março de 2010

Uma semana de recordações...

Calhou!... Calhou que esta semana tenha sido de recordações. Eu "expilico"...

Além das comemorações do 37º aniversário do meu casamento --- 13h25m de 24 de Março de 1973... --- deu-me para retomar contacto com duas pessoas com quem não falava há séculos...

O primeiro foi o meu orientador de tese de doutoramento, o Prof. Franz Heimer. Há uns vinte anos que não falava com ele... De tal modo que nem sabia que tinha mudado de casa de Algés para Belém há quase... 20 anos. Com altos e baixos, lá vai andando e fazendo as suas investigações sobre Angola, em que é especialista.

O segundo foi o meu chefe na "tropa". Ao arrumar uma gaveta descobri uma carta que ele me enviou despedindo-se de mim quando eu estava de férias e, já farto das trapalhadas em que se tinha metido a "5ª Divisão" do Estado Maior General das Forças Armadas nos idos do Verão quente de 1975, se demitiu. Enviou-me uma carta que guardei religiosamente no fundo de uma gaveta...
Ao rele-la deu-me uma enorme vontade de saber o que era feito dele. Estaria ainda vivo? Teria ido "assentar praça" para um qualquer "jardim das tabuletas"?
Graças às "páginas brancas" da internet consegui descobrir o seu telefone. Liguei e quando atenderam o telefone só me saíu esta: "Boa tarde sr. coronel! Ao fim de tantos anos reconheci-lhe imediatamente a voz!..." --- que, por ser meio velada e com um certo tom de pronúncia do Norte, é inconfundível. Só depois me identifiquei.

"Caímos nos braços um do outro". Ele, senti-o, tão satisfeito quanto eu pelo retomar do contacto. E lá continuámos "prosapiando" mais uns minutos, tentanto sintetizar em meia dúzia deles o que não fora dito em --- deixa cá ver António!... --- "2010 - 1975 = 35 anos"!... Uma vida!
Quando indagado sobre a sua idade disse-me que estava com 87 anos e meio mas que todos diziam que não parecia ter a idade que tinha. Todos lhe davam menos uma semana!... Boa!

Enfim, Foi uma semana feliz!... E ainda por cima ganhei direito a uns dias de férias e a --- finalmente!... --- ter tempo para dar uma "arrumada" na tralha que já quase me engolia no meu escritório. O que não é fácil, como sabem...

segunda-feira, 15 de março de 2010

Uma brincadeirinha com a máquina fotográfica...

Fotografar um navio na realidade e na máquina fotográfica de outro fotógrafo... :-) Coisas de um sábado de tarde, quando, entre as 5 e as 6h da tarde sairam 4 navios do porto de Setúbal. Este abaixo (EMDEN) foi o último.


Os outros foram o "Bahia Tres"...


O "Grand Benelux"...


... e o "Crown Saphire".

E aqui os quatro "de enfiada" saindo de Setúbal, numa tarde ensolarada de sábado.

TPC

Trabalho de casa: identificar os peixes deste cartaz... :-) Por exemplo: como se chama o peixe vermelho debaixo do conjunto de 4 gambas? E o do canto inferior direito? E onde está o massacote?


sexta-feira, 12 de março de 2010

Entre ontem e hoje...

Passado tanto tempo com dias cinzentões e, por isso, maus para fazer fotografia, não resisti aos primeiros raios de sol e eis-me voltado às lides interrompidas há algum tempo. Click! Click! Click!...
Ontem, na esperança de ver o nascer do sol por uma nesga de céu aberto que se anunciava, fui até à zona da beira-mar, em Setúbal. Afinal o sol escondeu-se atrás das muitas núvens e... não tive outro remédio senão limitar-me a fotografar as duas embarcações que restam no estaleiro que está à espera de "morrer" "ao som" do Programa POLIS de recuperação da orla marítima da "cidade do rio azul".
Um deles é exatamente o RIO AZUL, antigamente utilizado, durante muitos anos, nas travessias entre Setúbal e Tróia. Agora ali está à espera da morte lenta...

Ainda ontem, mas de tarde, voltei à beira mar no "pós prandial" e apanhei vários pescadores a remendarem as redes de pesca.


De repente dou com uma gaivota fazendo um voo rasante para "aterrar" logo ali à minha frente. Apanhado desprevenido, disparei a máquina quase instintivamente, tendo ficado convencido que tinha "cortado" parte do bicho. Afinal saíu-me esta belezura...

Teimoso, "queria porque queria" fotografar pela "n"-ésima vez o nascer do sol sobre o rio e esta manhã, apercebendo-me que o dia estava solarengo, saltei da cama, arranjei-me e depois de confirmar na net a hora do nascer do sol (marcado para as 6h52m) arranquei a grande velocidade pois faltavam apenas 11 minutos para me colocar em posição... Foi quase "chegar, ver e vencer"...

Entretanto vislumbrei ao longe que estavam navios petroleiros acabados de chegar à LISNAVE. Como já algum tempo que não ía lá e o passeio é agradável àquela hora da manhã, lá fui eu.
Pelo caminho dei com o "Galicia" e o Emden" (o azul na foto abaixo) atracados no cais Ro-Ro (roll-in, roll-out), usado para descarregar e carregar automóveis.
E finalmente cheguei perto dos estaleiros da LISNAVE. Já os tenho visto mais cheios de navios mas apesar de tudo não se podem queixar...
Alguns dos navios-tanque são bem grandes. O de baixo é o Sanko Ability (ver no link as suas características), com 239 metros de comprimento.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Calendário para 2010. Bonitinho...

Resolvi aproveitar umasimagens que aí tinha de embarcações de pesca de Setúbal para fazer este calendário... O tamanho das imagens dá para imprimir e fazer um bonito calendário de secretária...

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Gare do Oriente, 7h30m da manhã...

... de 4ª feira, dia 27Jan10, a propósito de uma ida ao "Puorto" para me reunir com colegas da Faculdade de Economia.

Um pequeno segredo: "tou" bué de vaidoso com a primeira foto... :-)

domingo, 24 de janeiro de 2010

Sábado e domingo de "mánica" na mão...

Muitas vezes, quando o dia está melhor, aproveito as manhãs de sábado e de domingo para dar as minhas voltinhas com a máquina fotográfica na mão. Foi o caso de ontem e de hoje.
Ontem foi a vez de ir (re)visitar a Igreja de Jesus, onde não entrava há anos e anos...
Hoje fui a um dos meus locais preferidos dada a vivacidade das cores: a "lota" de Setúbal.
Aí decidi fotografar as embarcações (algumas das...) com nomes mais sugestivos, bem representativos de uma certa poesia que nos vai na alma...
Mais fotos no "Facebook"... Querem espreitar?





quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Sociedade do conhecimento!...

Espectacular! Bem esgalhado!...


sábado, 2 de janeiro de 2010

Reviver o passado...

Todas as alturas são boas para o fazer: reviver o passado. Nomeadamente o familiar.
Vem isto a propósito de ter remexido no "arquivo de família" constituído por algumas dezenas de postais antigos que foram guardados pela minha avó materna, Maria da Paz Leiria (e depois, por casamento, também "d'Almeida").
De entre eles chamaram-me especialmente a atenção estes 4, datados, respectivamente, de 13, 17, 21 e 23 de Janeiro de... 1908 ! Há 102 anos!...

O tipo de postal não deixa dúvidas quando à mensagem "subliminar" que é dirigida à minha avó, então ainda solteira... Topam?!... :-) Os postais são assinados por "José".
O meu avô chamava-se... Luís.
Huuuummmm!...